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- A violência não é privada
A violência não é privada
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Todos nós, enquanto sociedade, assistimos a avanços significativos que protegem e potenciam áreas fundamentais, como a educação, a saúde, direitos e igualdades. No entanto, existem problemas que persistem. Carregam em si danos imensuráveis para quem os sente diretamente e inegáveis para as comunidades que com eles se debatem, que se indignam e que os combatem, mas ainda sem o sucesso que desejamos.
A violência doméstica tem vítimas preferidas, mas não discrimina. Tem espaço para todas e para todos, com marcas que não se apagam, antes permanecem no corpo e na mente de quem com ela se cruza.
A compreensão do fenómeno é essencial para o desenho de abordagens eficazes, mas nunca suplantará uma comunidade que não o aceite, que se indigne com cada manifestação e o denuncie cada vez que o vê.
Violência Doméstica ou o comportamento violento continuado ou um padrão de controlo coercivo exercido, direta ou indiretamente, sobre qualquer pessoa que habite no mesmo agregado familiar. Física, emocional, financeira, psicológica, mas sempre violenta.
Conseguimos ver os seus sintomas, nos cortes, nos hematomas e fraturas, no medo e na ansiedade, no isolamento e na baixa autoestima. E conseguimos ver a doença, no comportamento controlador sobre o dinheiro, a roupa, sobre o que faz e com quem fala, no ciúme excessivo, nos insultos e ameaças.
O que devemos fazer?
Se alguém próximo de si é vítima de violência doméstica, não sinta que tem de responder a todas as suas questões ou problemas. O mais importante é quebrar o isolamento.
Esteja atento, preste atenção aos sinais de alerta e não ignore situações suspeitas.
Ofereça apoio, mostre a sua preocupação, pergunte-lhe se quer partilhar algo consigo.
- Dê-lhe a entender que quer ajudar.
- Mostre-lhe que apoiará qualquer decisão que tome relativamente ao relacionamento com o/a agressor/a, sem julgamento.
- Deixe claro que a violência não é a forma correta de resolver conflitos nem de se relacionar com alguém que se ama.
- Assegure-lhe de que ela/e não é responsável pelo comportamento abusivo de que é vítima.
- Ofereça informações sobre recursos disponíveis, motive-o/a para a sua utilização, mas não pressione a pessoa a tomar decisões.
Informe-se, utilize os apoios disponíveis para tirar as suas dúvidas.
Denuncie, se presenciou ou suspeita de violência doméstica, fale com as autoridades competentes.
Qualquer pessoa que tenha conhecimento da situação pode apresentar queixa.
Basta a denúncia do conhecimento do crime para que as autoridades possam atuar e para que seja aberto um inquérito.
Lembre-se que com o passar do tempo, raramente a situação se altera e a violência tende a agravar-se, tornando-se mais frequente e evoluindo para atos de maior gravidade.
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Números e Destaques
Em 2024:
- Mais de 30.000 ocorrências foram participadas à PSP e GNR;
- Mais de 5.600 pessoas com medida de proteção por teleassistência;
- Mais de 1.400 pessoas acolhidas na Rede Nacional de Apoio a vítimas de VIOLÊNCIA DOMÉSTICA.
Entre 2020 e 2024, mais de 100 pessoas morreram em contexto de VIOLÊNCIA DOMÉSTICA.
Cada número esconde uma história de sofrimento, medo e muitas vezes silêncio.
A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA não é um assunto privado. É um crime público e denunciar é uma responsabilidade coletiva.
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Recursos e mais Informações
Linhas de Apoio e Denúncia
- GNR Vila do Conde
Horário: 24h/dia, 7 dias por semana
Telefone: 252 640 160
- PSP Vila do Conde
Horário: 24h/dia, 7 dias por semana
Telefone: 252 640 710
- Linha de Apoio à Vítima (APAV)
Horário: Dias úteis das 8h às 23h
Telefone: 116 006
- Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) e Secções de Inquérito (SI)
Horário: 24h/dia, 7 dias por semana
Telefone: 223 399 600
- Gabinete de Atendimento e Informação à Vítima
Horário: 24h/dia, 7 dias por semana
Telefone: 225 571 906
- Serviço de Informação às Vítimas de Violência Doméstica
Horário: 24h/dia, 7 dias por semana
Telefone: 800 202 148
- Linha Nacional de Emergência Social
Horário: 24h/dia, 7 dias por semana
Telefone: 144
- Sistema de Queixa Eletrónica
Website: https://queixaselectronicas.mai.gov.pt/Queixas/VD
*O atendimento é da responsabilidade de cada uma das linhas.
Instituições e Associações
- Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) - Apoio emocional, psicológico, jurídico e social a vítimas de crimes, incluindo violência doméstica. https://apav.pt/
- Associação de Mulheres Contra a Violência (AMCV) - Apoio jurídico, psicológico e social a vítimas de violência doméstica. https://amcv.org.pt/
- Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género - Apoio e de suporte emocional. https://www.cig.gov.pt/area-portal-da-violencia/portal-violencia-domestica/apoio-vitimas-violencia-domestica/
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Materiais da Ação
- Publicação Lançamento “A violência não é privada”
https://www.instagram.com/p/DIOR1YDIIKh/
- Youtube: 𝗢𝗟𝗛𝗘 à 𝗦𝗨𝗔 𝗩𝗢𝗟𝗧𝗔: 𝗔 𝗩𝗜𝗢𝗟𝗘̂𝗡𝗖𝗜𝗔 𝗡Ã𝗢 É 𝗣𝗥𝗜𝗩𝗔𝗗𝗔
https://www.youtube.com/shorts/gOGLu1u_2Ic
- Mobiliários Urbanos Para Informação (MUpI)
