-
Início
-
Serviços
-
Serviços Municipais
-
Ambiente e Ação Social
-
Ação Social
-
Radar Social
-
Olhe à sua volta
- A violência não é privada
A violência não é privada
![]()
Todos nós, enquanto sociedade, assistimos a avanços significativos que protegem e potenciam áreas fundamentais, como a educação, a saúde, direitos e igualdades. No entanto, existem problemas que persistem. Carregam em si danos imensuráveis para quem os sente diretamente e inegáveis para as comunidades que com eles se debatem, que se indignam e que os combatem, mas ainda sem o sucesso que desejamos.
A violência doméstica tem vítimas preferidas, mas não discrimina. Tem espaço para todas e para todos, com marcas que não se apagam, antes permanecem no corpo e na mente de quem com ela se cruza.
A compreensão do fenómeno é essencial para o desenho de abordagens eficazes, mas nunca suplantará uma comunidade que não o aceite, que se indigne com cada manifestação e o denuncie cada vez que o vê.
Violência Doméstica ou o comportamento violento continuado ou um padrão de controlo coercivo exercido, direta ou indiretamente, sobre qualquer pessoa que habite no mesmo agregado familiar. Física, emocional, financeira, psicológica, mas sempre violenta.
Conseguimos ver os seus sintomas, nos cortes, nos hematomas e fraturas, no medo e na ansiedade, no isolamento e na baixa autoestima. E conseguimos ver a doença, no comportamento controlador sobre o dinheiro, a roupa, sobre o que faz e com quem fala, no ciúme excessivo, nos insultos e ameaças.
O que (podemos) devemos fazer?
Se alguém próximo de si é vítima de violência doméstica, não sinta que tem de responder a todas as suas questões ou problemas. O mais importante é quebrar o isolamento.
Esteja atento, preste atenção aos sinais de alerta e não ignore situações suspeitas.
Ofereça apoio, mostre a sua preocupação, pergunte-lhe se quer partilhar algo consigo.
- Dê-lhe a entender que quer ajudar.
- Mostre-lhe que apoiará qualquer decisão que tome relativamente ao relacionamento com o/a agressor/a, sem julgamento.
- Deixe claro que a violência não é a forma correta de resolver conflitos nem de se relacionar com alguém que se ama.
- Assegure-lhe de que ela/e não é responsável pelo comportamento abusivo de que é vítima.
- Ofereça informações sobre recursos disponíveis, motive-o/a para a sua utilização, mas não pressione a pessoa a tomar decisões.
Informe-se, utilize os apoios disponíveis para tirar as suas dúvidas.
Denuncie, se presenciou ou suspeita de violência doméstica, fale com as autoridades competentes.
- Qualquer pessoa que tenha conhecimento da situação pode apresentar queixa.
- Basta a denúncia do conhecimento do crime para que as autoridades possam atuar e para que seja aberto um inquérito.
- Lembre-se que com o passar do tempo, raramente a situação se altera e a violência tende a agravar-se, tornando-se mais frequente e evoluindo para atos de maior gravidade.
ONDE DENUNCIO?
GNR Vila do Conde
Telefone: 252 640 160
Núcleo de Investigação eApoio a Vítimas Específicas (NIAVE) e Secções de Inquérito (SI)
Telefone: 223399600
PSP Vila do Conde
Telefone: 252 640 710
Gabinete de Atendimento e Informação à Vítima
Telefone: 225 571 906
Ministério Público
Telefone: 252 249 316
Instituto de Medicina Legal
Telefone: 22 207 3850
Horário de atendimento: 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h00, todos os dias úteis.
Sistema de Queixa Eletrónica.
https://queixaselectronicas.mai.gov.pt/Queixas/VD
ONDE ME INFORMO?
Linha Nacional de Emergência Social (144):
Telefone: 144 (Gratuito 24h – todos os dias)
Oferece apoio imediato em situações de emergência social, incluindo violência doméstica.
Serviço de Informação às Vítimas de Violência Doméstica (800 202 148):
Telefone: 800 202 148(Gratuito 24h – todos os dias)
É possível enviar uma mensagem escrita SMS: 3060
Website: https://queixaselectronicas.mai.gov.pt/Queixas/VD
Esta linha fornece informações sobre direitos, recursos e serviços disponíveis para vítimas de violência doméstica.
Linha de Apoio à Vítima (APAV) (116 006):
Telefone: 116 006 (Dias úteis das 9h às 21h.)
Website: https://apav.pt/; https://www.infovitimas.pt/
A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) oferece apoio emocional, psicológico, jurídico e social a vítimas de crimes, incluindo violência doméstica.
SOS Voz Amiga (116 123):
Telefone: 213 544 545 / 912 802 669 / 963 524 660
Website: https://sosvozamiga.org/
Linha de apoio emocional para pessoas em crise.
Linha Saúde 24 (808 24 24 24):
Telefone: 808 24 24 24
Website: https://www.sns24.gov.pt/
OUTRAS LINHAS E ORGANIZAÇÕES IMPORTANTES:
Associação de Mulheres Contra a Violência (AMCV):
21 380 21 60
Website: https://amcv.org.pt/
Oferece apoio jurídico, psicológico e social a vítimas de violência doméstica.
União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR):
Website: https://www.umarfeminismos.pt/
Uma organização feminista que luta contra a violência de género e oferece apoio a vítimas.
* Se existir crianças envolvidas, linha SOS Criança desaparecida (116 111).
*Se sentir que a sua vida está em risco não hesite em ligar para o 112.
(Gratuito 24h – todos os dias)
Pode saber mais:
Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género
A CIG tem ainda em funcionamento um serviço de correio eletrónico para colocar questões, pedidos de apoio e de suporte emocional: violencia@cig.gov.pt
A violência doméstica não é um assunto privado.
É um crime público e denunciar é uma responsabilidade coletiva.
Se ouvir, se vir, se suspeitar, não ignore.
Denuncie. Informe-se. Apoie.