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Alfândega Régia

Alfândega Régia – Museu de Construção Naval

O edifício da Alfândega Régia - Museu de Construção Naval fica situado na rua Cais da Alfândega, no coração da zona ribeirinha de Vila do Conde, onde, outrora, laboraram os estaleiros navais vila-condenses.
Em pleno século XV, o apogeu do comércio marítimo provoca um crescente movimento nos portos do reino, ao qual o porto de Vila do Conde não é exceção. Assim, neste contexto D. João II, por carta de 27 de Fevereiro de 1487, cria a Alfândega Régia de Vila do Conde.
O edifício sofreu, ao longo do século XVIII, sucessivas ampliações de modo a colmatar as necessidades ditadas pelo intenso tráfego comercial que então se fazia sentir.

No decorrer do século XX, o edifício entra em processo de degradação, tendo servido de apoio aos serviços da Guarda Fiscal e de armazém afetos aos estaleiros de construção naval. No ano de 2001, fruto da candidatura vila-condense “Rosa dos Ventos” ao Projeto Piloto Urbano, é totalmente reabilitada e convertida em espaço museológico.

A exposição permanente patente ao público, assume três vertentes, as quais traduzem a função do Museu: a Navegação Portuguesa, nomeadamente aquela que tem origem e destino em Vila do Conde; a história da Alfândega Régia e seu funcionamento, oficiais e produtos desalfandegados; a história da Construção Naval, tipos de barcos construídos em Vila do Conde e respetivos processos construtivos.
 Nas mesmas instalações, está sedeado o Centro de Documentação dos Portos Marítimos Quinhentistas CEDOPORMAR, extensão especializada do Arquivo Municipal de Vila do Conde, sobre a história dos burgos marítimos portugueses, destacando-se como primeiro núcleo “Vila do Conde Quinhentista”, da construção naval, navegações e do comércio ultramarino no período quinhentista.

Contactos
Rua Cais da Alfândega
4480-702 Vila do Conde
Telefone: 252 248 468 (marcações)
E-mail: museus@cm-viladoconde.pt

Horário de funcionamento:
Terça a domingo: 10h00/18h00 (último acesso: 17h15)

 
Nau Quinhentista

Fundeada desde 2007 nas águas do rio Ave, a réplica da Nau Quinhentista, construída pelos estaleiros Samuel & Filhos, Lda, de Vila do Conde, é um importante e precioso complemento ao núcleo museológico Alfândega Régia - Museu de Construção Naval. Para além de um importante elemento de atração turística e lúdica, tem uma função pedagógica, pois, construída com o maior respeito pelas investigações científicas da responsabilidade do Almirante Rogério d’ Oliveira, incorpora o saber ancestral dos carpinteiros e calafates dos estaleiros vilacondenses.

A nau portuguesa do século XVI era um navio redondo, de alto bordo, com uma relação de 3:1 entre o comprimento e a largura máxima, três ou quatro cobertas, castelos de popa e de proa, com três e dois pavimentos, respetivamente, cuja arquitetura se integra perfeitamente no casco; arvorava três mastros, o grande e o traquete com pano redondo, e o da mezena com pano latino.
A nau assim concebida satisfazia uma maior necessidade de capacidade de carga do que a conhecida até então nas navegações portuguesas. As viagens para a Índia eram tão longas, que forçavam os navios ao transporte de grande quantidade de alimentos sólidos e líquidos para o sustento da tripulação, tanto mais que a rota impunha longos períodos de navegação sem se ver a costa ou quaisquer pontos de apoio. Acrescia o fator comercial: o comércio das especiarias implicava o transporte de uma carga valiosa, mas volumosa, que requeria espaços adequados para o seu acondicionamento. A tudo respondia a nau, com o seu casco bojudo, e ampla capacidade de acomodação.

A fim de mostrar a complexidade da organização das viagens, a Nau Quinhentista apresenta os aposentos de alguns dos tripulantes, assim como os próprios elementos da tripulação, através de esculturas humanas: o capitão, o piloto, o escrivão, o capelão, o boticário, o timoneiro, o bombardeiro e o grumete.

Simultaneamente, estão expostos vários instrumentos de navegação, material cartográfico, diferentes tipos de mercadorias, uma botica, procurando elucidar sobre a complexidade e as vicissitudes da vida a bordo.

Contactos
Rua Cais da Alfândega
4480-702 Vila do Conde
Telefone: 252 248 468 (marcações)
E-mail: museus@cm-viladoconde.pt

Horário de funcionamento:
Terça a domingo: 10h00/18h00 (último acesso: 17h15)

Bilheteira


Casa do Barco

Compete ao desenhador de construção naval, planificar e executar o projeto técnico, nomeadamente “lançar o risco à sala”, isto é desenhar as fôrmas que irão moldar as peças principais de uma embarcação. O plano geométrico, à escala real, é desenhado num estrado de madeira no chão, por meio de réguas e virotes.

Consciente da conjuntura atual vivida no setor da indústria naval de madeira, ainda tão importante e identitária de Vila do Conde, a autarquia propôs através do projeto “Vila do Conde- um porto para o Mundo” a submissão da inscrição das Técnicas da Construção e Reparação Naval de Madeira no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, tendo como objetivo final a elaboração de uma candidatura à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO).

O projeto “Vila do Conde- um porto para o Mundo” pretende promover a proteção deste saber-fazer ancestral, que se encontra nas mãos dos vila-condenses, garantindo, desta forma, a sua continuidade às gerações vindouras.

A exposição “com o Risco se faz um barco”, patente na Casa do Barco/Loja Interativa de Turismo e que se insere no projeto “Vila do Conde – um porto para o Mundo”, pretende, assim mostrar as técnicas e os processos associados à construção naval de madeira. De entre o seu conteúdo destaca-se o processo da sala do risco, arte de transformar o projeto de uma embarcação num desenho detalhado à escala real, cuja finalidade consiste na conceção das fôrmas das suas peças constituintes.

A visita a este espaço é livre, mas as visitas de grupo carecem de marcação prévia junto do Museu de Vila do Conde (museus@cm-viladoconde.pt ou pelo telefone 252 248 468).

Assim, Vila do Conde conta com mais um espaço dedicado à memória do saber fazer da construção naval de madeira, sendo um complemento aos núcleos museológicos da Alfândega Régia/Museu da Construção Naval e Nau Quinhentista.

It is the duty of the shipyard sketcher to make the planification and execution of the technical project (referred in the vernacular language as “to bring the sketch to the table”) which means to give shape to the main parts of a to-build watercraft. The geometric plan - set in real scale - is drawn on the ground over a wooden board by the use of rulers and flexible rods.

Aware of the difficulties the wood shipbuild industry is going through, the municipality of Vila do Conde decided to assume an important role in the creation of a strong identity in the national subconsciousness aiming a positive repercussion in the future. On this matter, we came up with the project “Vila do Conde - a Harbor to the World”- being the enrolment of the “Techniques for wooden shipbuild and repair” in the National Inventory of the Intangible Cultural Heritage considered an urgent safeguard. After this registration we will put our efforts together in the direction of an entitlement in the Representative List of the Humanity Intangible Cultural Heritage (UNESCO).

The project “Vila do Conde - A Harbor to the World” aims the promotion and preservation of this ancient know-how kept in the hands of locals, guaranteeing, this way, the competence’s hand down to future generations.

The exhibition “by sketching we make a boat” can be visited in the House of the Boat / Tourism Interactive Office. It appears as part of the project “Vila do Conde - a Harbor to the world”, aiming to elucidate about the techniques and processes related to the wooden shipbuilding. Amongst its contents we refer the process in the template design room as the main feature, showing the art of transforming a project into a real boat scale sketch with the purpose of bringing up the shapes of its various parts.

Free-entrance allowed in the exhibition - however group visits need previous booking in the Vila do Conde Museum (museus@cm-viladoconde.pt or via phone: + 351 252 248 468).

Therefore, Vila do Conde provides the public with one more place dedicated to the memory and know-how of the wooden shipbuilding, working along with the Royal Customs building/The Shipyard Museum and the XVI Century Carrack.

  • Horário de funcionamento
    Casa do Barco: segunda a domingo: 9h00/19h00 (1 junho a 15 setembro) / segunda a domingo: 9h00/18h00 (resto do ano)
    Encerra: Ano Novo (1 janeiro), Páscoa (domingo), Dia do Trabalhador (1 maio) e Natal (25 dezembro)
Município de Vila do Conde

Praça Vasco da Gama
4480-454 Vila do Conde

Telefone +351 252 248 400
E-mail geral@cm-viladoconde.pt

Horário de atendimento
Segunda a sexta - 9h00 às 16h30

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