Netas de Joaquim Moreira da Silva depositam manuscrito do avô na Biblioteca Municipal José Régio
Conteúdo atualizado em21 de fevereiro de 2017às 16:54
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Joaquim Moreira da Silva, conhecido como Poeta Carpinteiro, foi um homem de capacidades notáveis. Natural de Vilar, não teve oportunidade de frequentar a escola, mas aprendeu a ler e a escrever por sua iniciativa e ele próprio foi agente de alfabetização de muitos dos seus conterrâneos. Atento ao ambiente que o rodeava, foi um defensor da igualdade entre homens e do direito a uma vida digna que a todos dever ser possibilitada. Escreveu vários poemas, a maioria dos quais já foram publicados em dois volumes pela Câmara Municipal . Estas composições poéticas, bem como problemas de aritmética e instruções várias para aprendizagem da escrita, leitura, e outras matérias lecionadas na escola primária, figuram num volume manuscrito que foi conservado na família, tendo chegado até à posse das suas netas Helena e Margarida, que manifestaram a vontade de o depositar na Biblioteca Municipal José Régio.
Assim, no passado dia 18, foi assinado um contrato de comodato entre as duas herdeiras e a Presidente da Câmara Municipal, no qual se estabelece o prazo de dez anos para o depósito.
Depois de lido e assinado o protocolo, a Drª Elisa Ferraz numa evocação da obra do poeta, leu a poesia Há de tudo em Vila do Conde. Além da família, marcaram também presença alguns membros da Junta da União de freguesias de Vilar e Mosteiró que estabeleceram os contatos entre as herdeiras e a Câmara Municipal.