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Documento do Mês

  • 11881 AMVC Curso de Conservação_CRDF
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  • AMVC 82568 Depósito 1_estantes_foral

Lançada a 9 de junho, Dia Internacional dos Arquivos, a rúbrica “O documento do mês” é uma iniciativa do Arquivo Municipal de Vila do Conde que pretende dar a conhecer, mensalmente, um documento à sua guarda.

Esta medida tem como objetivo contribuir para a divulgação do vastíssimo acervo do Arquivo da Câmara Municipal de Vila do Conde, dando prossecução à missão de preservar e comunicar o conteúdo informativo dos fundos documentais à sua guarda e que são de valor inestimável para o estudo da história de Vila do Conde.

Mensalmente, quer no facebook da Câmara Municipal de Vila do Conde, quer no site oficial, serão dados a conhecer documentos da mais diversa índole ou proveniência, como cartas régias, atas de vereação, fotografias, entre outros, que retratem um momento marcante para a nossa comunidade, ocorrido no mês em questão.

  • AMVC-Actas da CMVC-Auto de proclamação da República-DSC_5775a

     

    Documento do Mês de Outubro

    Auto da Proclamação da Républica

    Sumário: Auto da proclamação da República, em Vila do Conde, a 9 de outubro de 1910

    Código de referência: PT-CMVC-AM-Livro de registo das Atas das Sessões da Câmara-NI 77- fls. 032v a 034

    Data: 1910-10-09

    Transcrição: Aos nove de Outubro de mil novecentos e dez, n’esta Villa do Conde e sala dos Paços do concelho, ás tres horas da tarde compareceu o Vice-presidente da Camara na ausencia e impedimento do prezidente, o senhor doutor Manoel Moreira Bertão, acompanhado do Administrador do concelho o senhor doutor António Maria Pereira Junior, dos vereadores Claudino da Costa Neves Junior, António Alves de Sá Sobrinho e Julio d’ Oliveira Maia e de mim secretario da mesma Camara para o effeito de se proceder á proclamação da Republica n’esta Villa do Conde e concelho, como forma de Governo nacional do paiz. E estando tambem presentes as auctoridades do concelho, previamente convocados para este dia e hora pelo Presidente da Camara em seu officio de hontem devidamente registado, bem como um grande numero de cidadãos constituiu-se a Camara em sessão extraordinaria, occupando o senhor Administrador o seu logar. Em seguida sendo declarada aberta a sessão, o senhor vice-prezidente n’um breve discurso que declarava constituida a Republica Portugueza, como forma de Governo Nacional do paiz, nomeado Governo Provisorio para presidir dos destinos da Nação e auctoridade delegada n’este concelho, proclamou a Republica como forma de Governo Portuguez, a que em nome da Camara e do concelho que representa prestava sua adhesão e obediencia na forma da Lei, pelo que levantava um brado de acclamação á nova forma de Governo que presidia aos destinos da patria portugueza – Viva a Republica Portugueza. Correspondido este brado com grande enthusiasmo, disse mais o senhor Vice-presidente que sendo esta cerimonia de grande solemnidade pelo futuro de prosperidade e do progresso que o paiz espera, concedia a palavra a qualquer dos cidadãos presentes que d’ella quizesse fazer uso para accentuar o enthusiamo sincero que a todos dominava.

    Fizeram uso da palavra os senhores doutores Antonio Maria Pereira Junior, Administrador do concelho e Manoel da Cunha Reis que enalteceram a nova forma de Governo evidenciando o quanto a patria portugueza pode prosperar e engrandecer-se sob a egide das novas instituições, sobretudo, se a todos animar um verdadeiro espirito d’ordem e d’amor ao seu paiz, como era natural e proprio de bons portuguezes. Não havendo quem mais fizesse uso da palavra disse o senhor vice-presidente, que, em cumprimento ainda do seu dever sahia á varanda dos Paços do concelho para fazer propalar, digo fazer popular esta proclamação. E sahindo á dita varanda, acompanhado de todos os presentes repetiu as mesmas palavras de proclamação e os mesmos vivas á Republica Portugueza que foram correspondidos com o maximo enthusiasmo não só pelas pessóas presentes como por toda a multidão de cidadãos que enchia a praça fronteira sendo egualmente acclamado o senhor Administrador do concelho. Voltando a Camara á Meza das sessões deu-se esta por encerrada e mandou-se lavrar do occorrido o presente auto que todos assignam depois de lido por mim.

    Reynaldo Alfredo Alvares Vieira secretario da Camara que o fez escrever, e subscrevo e amiguos.[assinaturas]

    documento_mes_outubro_2020

  • Acordeão

     

    Documento do Mês de Setembro

    Hidroavião nas Festas do Carmo

    Título: Hidroavião nas Festas do Carmo

    Código de referência: PT-CMVC-AM -22044-FA-2077

    Data: 1928-09-01

    Descrição: Hidroavião no rio Ave durante as Festas do Carmo, barco a remo dando apoio ao avião, lugre e outra embarcação ancorados no rio. Muitas pessoas no cais a assistir à sua chegada. Na margem esquerda, em Azurara, veem-se os estaleiros franceses.

    De acordo com o programa das Festas do Carmo publicado nos vários jornais locais, o hidroavião "Foker 26" da esquadrilha do Bom Sucesso de Lisboa chegou Vila do Conde no dia 1 de setembro de 1928, pelas 15h, para abrilhantar as referidas festas, embora não tenha feito as evoluções previstas, já que um dos flutuadores estava partido. Ainda segundo a imprensa local, designadamente o jornal "A República", de 8 de setembro do mesmo ano, o hidroavião amarou no rio Ave, com uma festiva receção, pilotando a aeronave o 1º tenente Neves Ferreira e o 2º tenente Ferreira da Silva. Considerando a avaria num dos flutuadores, o hidroavião acabou por permanecer até ao final da semana seguinte em Vila do Conde, tendo despertado ao longo desses dias e no dia da descolagem grande motivo de interesse.

    As Festas do Carmo foram consideradas, sobretudo durante as primeiras décadas do século XX, das principais festas de Vila do Conde, sendo inclusivamente apelidadas de Festas do Concelho. A devoção a Nossa Senhora do Carmo era grande, na igreja que pertenceu ao hospício dos frades carmelitas, extinto em 1834 e onde foi instalado o tribunal judicial 3 anos depois. Organizadas por particulares, pelo Clube Fluvial Vilacondense, ou por Comissões de Festas, visavam, para além do culto, a promoção de Vila do Conde e da sua praia, sendo divulgadas por todo o país. Muitas foram as atividades que se desenvolveram no âmbito do seu programa, para além das festividades religiosas. Regatas, feiras francas, gincanas de automóveis, espetáculos pirotécnicos, torneios de ténis, festivais noturnos, bandas de música, demonstrações etnográficas, exposições ou representações das freguesias do Concelho, são alguns dos exemplos dos eventos que decorriam nos vastos programas de 3 dias. Anos houve em que as festas, contrariamente ao habitual, se realizaram em agosto. A consulta dos periódicos locais permite a obtenção de muitas informações e curiosidades sobre as festividades: por exemplo, nos anos de 1933 e 1935 as ornamentações das ruas foram da autoria de Julio Reis Pereira, e “alcançaram tal sucesso que era ouvir a multidão constantemente, proclamar, que nunca tinham visto igual”.

    Houve anos, porém, que as Festas do Carmo não se fizeram pela dificuldade de recursos humanos e financeiros e estamos em crer, pela consulta da imprensa local, que desde 1947 que perderam a sua grandiosidade, limitando-se a solenidades religiosas.

    documento_mes_setembro_2020

  • 12

     

    Documento do Mês de Agosto

    Carta do Cardeal D. Henrique

    Sumário: Carta do cardeal D. Henrique (à época regente) à Câmara Municipal de Vila do Conde, com várias disposições sobre a epidemia que grassava em Azurara, designadamente a chegada do Doutor Francisco Felleciano à vila, as necessidades de mantimentos e medicação para os doentes, assim como do auxílio prestado pela vila de Barcelos.

    Código de referência: PT-CMVC-AM/GAARQPUB/CMVC-AMVC/25/A64

    Data: 1565/08/25

    Transcrição: Juizes vreadores e procurador da villa de villa do comde Eu ell Rey vos emvio muyto / saudar vy a carta que me escrevestes em que me daes comta da chegua/da do doutor Francisco Felleçiano a esa villa e de como nella foy recebydo / e da neçesidade em que estaes de mamtimemtos e cousas neçesarias / para a cura e remedio dos emfermos do lluguar d´azurara e do / oferecimento que vos fizerão o juízes e vereadores da villa de barçellos / para socorerem a esa villa com todo o de que tivereis necesidade e eles / tiverem e mo pedir lho mamde aguardeçer e follgey de saber / que o fizerão asy e lhe escrevo a carta que vos com esta sera dada por / que lhe tenho em serviço a vomtade que niso mostrarão e que asy / o queirão fazer daquy em diante.

    E quamto aos 90 reis que dizeis que hum Cristovão Ribeiro deve a Francisco Gonçalves se / nhorio da nao que trouxe o mall ao dito llugar dazurara os quaes / pedis que se despemdão nos mamtimemtos e cousas necesarias / as pesoas do dito llugar / com esta vos sera dada hua minha provisão / porque ey por bem que os ditos novemta mill reis se emtreguem a hua / pesoa abonada que pera isso ellegeres em camara o quall os despen / dera na cura e provimemto dos doemtes pobres do dito lluguar / por ordenamça e mamdado do dito doutor Felleçiano e despois / se paguarão ao dito Francisco Gonçalves ou a quem pertemcerem pela maneyra / que eu ordenar

    Allembramça que me fazeis da nao nova de Bellchior Gonçalves que estava / pera partir para esta cidade foy muyto boa e eu mamdey que se tivese / vegia nella pera que não entrase neste porto ate claramente se ver e saber que estaa desempedida

    Tenhovos em serviço o cuidado e delligemcia que me escreveo ho / Doutor Felleciano que tendes na guarda desa villa e no provymemto dos doemtes do dito lluguar dazurara e na ajuda que daes ao dito / doutor pera a cura e remedio dos ditos emfermos e emcomendovos / que asy o façaes e comtinues daquy em diante e muyto milhor se/ milhor poder ser porque de asy fazerdes receberey servyço / e vollo aguardecerey

    A provisão que em outra carta mamdaes pedir para que da cidade / do porto e da villa de barçellos vos deixem tirar os mam / tymentos de que esa villa tiver neçesidade como tinheis per / huma provisão dell rey meu senhor e avo que samta gloria aja que / vos não querião guardar, ja que ao presente a dita çidade do porto / e villa de barçellos vos oferecery toda a boa vizinhamça não se deve por / aguora de fallar niso e quamdo for tempo vos mo escreve e eu / proverei no caso como me bem parcer.

    Balltesar Ferraz a fez / em Lix.ª a XXV dias daguosto de DLXV. Fernão da Costa a fez screpver.
    Proposta a villa de villa do comde

    documento_mes_agosto_2020

  • AC JUL

     

    Documento do Mês de Julho

    Carta de D. João V

    Sumário: Carta de D. João V à Câmara Municipal de Vila do Conde, comunicando o nascimento do Infante D. Pedro (rei consorte D. Pedro III)

    Código de referência: PT-CMVC-AM/GAARQPUB/CMVC-AMVC/25/A284

    Data: 1717-07-05

    Transcrição: Juiz Vereadores e Procurador da Camara da Vila do Conde. Eu El / Rey vos ínvio muito saudar Hoje foy Deos servido por sua divi / na bondade dar a estes Reynos mais hum Infante e por que esta felis / noticia sera de grande contentamento para todos meus Vassallos vola / participo para que a festejeis com aquellas demonstracões de alegria / costumadas em semelhantes occasiões no que estou certo não faltare / is como tão bons e Leaes Vassallos.
    Escrita em Lisboa occiden / tal a 5 de Julho de 1717
    Rey.
    Para a Camara da Vila de Conde

    documento_mes_julho_2020

  • AC junho 2020

     

    Documento do Mês de Junho

    Procissão de S. João

    Título: Procissão de S. João

    Código de referência: PT-CMVC-AM/11151-FA-60-3399

    Data: 194?-06-24

    Descrição: Imagem da procissão de S. João, com o seu andor em primeiro plano, a descer a rua 5 de Outubro. Na imagem são visíveis alguns estabelecimentos comerciais, como a Livraria da Praça, a Casa da Recoveira ou a Pastelaria Império. De acordo com um programa existente no Arquivo Municipal das festas de S. João, de 1938, a procissão passava pelas ruas da Igreja e da Costa, avenida Conde D. Mendo, rua 5 de Outubro, avenida Campos Henriques (atual avenida José Régio), praça da República, cais da Lavandeiras, largo Dr. Cunha Reis, largo do Carmo, rua Joaquim Maria de Melo, largo 28 de Maio (atual largo dos Artistas) e rua da Igreja, recolhendo à igreja Matriz. De acordo com fontes orais, este itinerário ter-se-á alterado nos anos 40 do século passado. Em 1940 a procissão não se realizou, tal como a procissão de S. Pedro, por não se ter conseguido angariar as verbas necessárias para o efeito, conforme noticia publicada no jornal “Renovação” de 1 de junho de 1940 (nº75).

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