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Vila do Conde: um porto para o Mundo

A autarquia vilacondense, defendendo uma política urbana de reabilitação dos espaços e atividades que marcaram o passado desta terra, tem vindo, ao longo dos anos, a realizar várias ações de recuperação e de revitalização do seu centro histórico e, em particular, da zona ribeirinha, mantendo desta forma a coerência e harmonia arquitetónicas da cidade.

Dando continuidade ao trabalho desenvolvido e conscientes da conjuntura atual vivida no setor da indústria naval de madeira, a autarquia pretende afirmar uma identidade que se quer viva na participação do futuro de Vila do Conde e na construção do imaginário nacional. Neste sentido, procedeu à inscrição da técnica da construção naval de madeira no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, que decorre do quadro legal instituído pela Lei de Bases do Património Cultural e desenvolvido pelo Decreto-Lei n.º 139/2009, de 15 de junho (com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 115/2012, de 25 de maio), que institui o regime jurídico para a salvaguarda do PCI. Atualmente, aguarda-se parecer da Direção Geral do Património Cultural.

Assim, e de acordo com a legislação em vigor (quer a legislação nacional quer a própria Convenção UNESCO 2003), a proteção legal de manifestações imateriais, neste caso específico, da técnica de construção naval de madeira, resultará do envolvimento das respetivas comunidades detentoras do processo, designadamente os estaleiros navais vilacondenses, com a autarquia vilacondense.

O que verdadeiramente importa é que o reforçar da memória da técnica da construção naval de madeira traga consigo um valor acrescentado, cujos objetivos principais se fixem no aumento da atratividade da cidade de Vila do Conde.

A localização de Vila do Conde, num percurso que, desde a longínqua Idade Média, ligava o Sul da Europa, em particular a Itália, com o Norte do Continente, integrando-a na conhecida “Rota do Mar do Norte” é um dos fatores explicativos da sua ancestral vocação marítima.

AÇÕES

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Partindo de uma postura cultural que valoriza a preservação e divulgação do património e memória histórica local, foram desenvolvidas uma série de ações, designadamente, a organização de um congresso internacional “Construção Naval. Arte, Técnica e Património”, que durante três dias, trouxe a Vila do Conde vários especialistas nacionais e internacionais que se têm dedicado ao estudo de temas que se relacionam com a dinâmica da construção naval em madeira, a presença numa série de eventos, nomeadamente no BUSINESS2SEA 2017 - Fórum do Mar “Tecnologias e Indústrias Oceânicas”, na Tall Ships Festival 2017, assim como a produção científica relacionada com a temática da construção naval.

Este conjunto de iniciativas completamente concordantes com o registo no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial trará recursos suplementares, podendo facilitar acordos para itinerâncias de eventos que se venham a organizar e permitirá um maior grau de visibilidade internacional, podendo Vila do Conde constituir-se um importante polo de atração a este nível.

Adicionalmente, e numa vertente mais comunitária, tem vindo a ser desenvolvido numa co-produção entre a Câmara Municipal de Vila do Conde e a Companhia Lafontana - Formas Animadas, o espectáculo “Um porto para o Mundo”, considerado pela comunicação social como o maior espetáculo de teatro musical de rua, que conta com o envolvimento de centenas de pessoas.

A edição deste ano já está a ser preparada e decorrerá nos dias 18, 19, 20, 21 de agosto, às 22h, no Cais da Alfândega.

As inscrições poderão ser feitas na Alfândega Régia-Museu de Construção Naval,  através do link:

http://www.cm-viladoconde.pt/uploads/writer_file/document/2860/Ficha_de_inscri__o_para_participar_no_espet_culo_Um_porto_para_o_Mundo.pdf ou na página do facebook https://www.facebook.com/umportoparaomundo/ 

Contactos: 931 100 035 | umportoparaomundo@cm-viladoconde.pt 

Ficha_de_inscrição_para_participar_no_espetáculo_Um_porto_para_o_Mundo

Descarregue o ficheiro, preencha e envie para o  e-mail umportoparaomundo@cm-viladoconde.pt 

A equipa técnica será a mesma do ano passado: co-produção da responsabilidade da Câmara Municipal de Vila do Conde e Marcelo Lafontana, do Teatro de Formas Animadas de Vila do Conde, encenação do grande mestre brasileiro Amauri Alves, responsável por alguns dos maiores espetáculos do mundo de teatro ao ar livre, música produzida e composta por Flávio Medeiros e dramaturgia a cargo do autor vilacondense José Coutinhas.

Os feitos audaciosos dos nossos marinheiros e carpinteiros navais têm imenso que contar. Este ano, diz-nos o autor do texto, foram convidadas três divindades romanas, irmãs e excelentes fiandeiras, responsáveis pelo nascimento, pelo destino e pelo fim da existência humana. Figuras míticas associadas à construção de enredos históricos narrarão percursos de vida dos vilacondenses, com especial destaque para as rendas de bilros, contando com a participação de rendilheiras.

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Complementar o conhecimento e contacto com as realidades da época dos Descobrimentos, divulgar a História local, envolvendo e dinamizando a comunidade, projetando-a a nível nacional, aumentar a atratividade da cidade de Vila do Conde, diversificando a oferta cultural e de animação urbana e a valorização das potencialidades culturais e históricas, são alguns dos objetivos deste espetáculo.

 

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Assim, a realização do referido evento equivale à evocação do mais importante e marcante da memória histórica, ainda bem presente no conjunto urbanístico quinhentista, designadamente na arquitetura religiosa e civil, envolvendo espaços políticos, religiosos e sociais: igrejas e capelas, Paços do Concelho, Alfândega e construções domésticas.

 

ENQUADRAMENTO HISTÓRICO

A proximidade entre o oceano Atlântico e o rio Ave, desde cedo dotou Vila do Conde de condições extraordinárias ao desenvolvimento da indústria naval que assumirá um papel de relevo na fábrica dos Descobrimentos. Paralelamente à construção de navios, uma outra indústria se destacou no panorama nacional, o fabrico dos tão afamados panos de “Treu” de Vila do Conde. Os séculos XV e XVI foram o tempo áureo da urbe, assistindo-se a um crescimento demográfico e mercantil, visível, ainda hoje, no património urbanístico de cariz económico, comercial, defensivo e religioso.

Depois dos navios destinados ao comércio e com a expansão das rotas de pesca da Terra Nova, os estaleiros de Vila do Conde ganham novo alento com a construção de Lugres e Patachos, até ao primeiro quartel do século XX. Durante a 2ª Grande Guerra Mundial o país passa por grandes dificuldades económicas. Disso se ressente a construção naval, que chega a um estado quase deplorável. Porém, terminada a guerra, a construção naval em Vila do Conde ganha novo alento com a construção de embarcações para a Pesca Costeira. A melhoria da situação verificada nos anos 70 vai progredir na década de 80, através dos subsídios concedidos pela Comunidade Europeia para a construção de novas embarcações destinadas à Pesca Artesanal Costeira, embora tenha de considerar-se que tal melhoria não se processou linearmente, devido principalmente ao critério adotado pela Administração Central na atribuição dos subsídios destinados à renovação da frota pesqueira. Depois, consideramos a forte concorrência espanhola, através da utilização do aço e da fibra, permitindo a construção de barcos mais duradouros e de maiores dimensões, para além do fácil acesso ao crédito através de uma política concertada entre o Estado, os estaleiros, os armadores e os Bancos. Finalmente, podemos também apontar o envelhecimento das classes especializadas de carpinteiros e calafates, cujo rejuvenescimento se considera muito difícil de conseguir.

Estes e outros fatores são suficientes para que se possa falar numa verdadeira crise para os estaleiros vilacondenses, à qual já manifestaram a sua reação, construindo em aço e outra tipologia de embarcações vocacionadas para o turismo cultural.

O projeto “Vila do Conde: um porto para o Mundo” pretende promover a proteção deste saber ancestral, que se encontra nas mãos dos vilacondenses, garantindo, desta forma, a sua continuidade às gerações vindouras.

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