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Rota do Românico

A Rota Local do Românico (RL 02) é um percurso pedonal com início na Ponte de S. Miguel de Arcos e término na Ponte D. Zameiro. Atravessando cinco freguesias (Arcos, Rio Mau, Touguinhó, Junqueira e Bagunte), leva-o a conhecer algumas das mais importantes construções românicas do concelho de Vila do Conde associadas às belas paisagens rurais das margens dos rios Este e Ave.

Comece por admirar a Ponte de S. Miguel de Arcos. Este belo exemplar da arquitetura viária românica foi construído no século XII, no Lugar de Canivete, nome que invoca os largos canaviais existentes na antiga Lagoa de Arcos, referida na documentação medieval. Ao longo dos séculos, a ponte foi sofrendo várias obras de reformulação com vista ao melhoramento da sua estrutura original, tendo sido, inclusive, reconstruída no século XIV ou XV, sendo por essa altura alteado o seu piso.

Parte integrante da antiga Via Veteris e do Caminho Central para Santiago de Compostela, deixe para trás a ponte e percorra parte do trajeto feito pelos peregrinos, subindo a Rua António Bento Martins Júnior e infletindo à esquerda na Rua Dona Salvina Gonçalves Ferreira, antes de chegar à igreja.
Se tiver tempo, desloque-se ao largo da Igreja Paroquial de Arcos, pois para além deste templo religioso, poderá apreciar o belo portal barroco do Solar de S. Miguel e, se lhe for permitido, um singular espigueiro de propriedade particular.

Continue por entre casas agrícolas intemporais, passando pelas ruas do Souto e do Caminho do Porto, troço que está marcado por setas amarelas, identificando a estrada de Santiago em direção a São Pedro de Rates.

A meio caminho, após entrar na área florestal, vire à esquerda pela Rua do Fontanário e aproveite para se refrescar.

Siga depois, sempre pela esquerda, numa sequência de estreitas estradas em paralelo, por entre belas casas rurais que o conduzirá até um dos mais importantes edifícios do românico rural português, a Igreja de Rio mau.

Dedicado a São Cristóvão e construído em 1151 da era cristã, este templo é um tesouro quase escondido do grande público, apresentando na sua traça dois momentos construtivos a que correspondem outros tantos programas escultóricos de uma qualidade e beleza excecional.

Acresce ainda, ao seu enorme valor arquitetónico as suas inquestionáveis preciosidades. Exemplo disso são os capitéis interiores que, segundo Jaime Cortesão, são a mais antiga representação iconográfica de barcos de Portugal. Por todos estes motivos, não deixe de lhe fazer uma demorada visita.

De seguida, continue pela Rua Trás do Cemitério e ao chegar ao cruzamento, desça pela Rua das Quintas em direção ao Rio Este. Passe por baixo do Aqueduto da A7 e, seguindo para nascente, percorra a rua da Brasileira até ao cruzamento do Lugar do Galo, já na freguesia da Junqueira. Continue paralelamente à A7, contornando os campos agrícolas no sentido de Touguinhó e junto a fábrica de moagem vire à esquerda em direção ao rio.

A partir daqui pode percorrer um dos mais pitorescos caminhos interiores de Vila do Conde. Ao longo do serpentear do rio Este, pontuando as suas margens, erguem-se antigas azenhas com os seus açudes, algumas das quais reconvertidas em harmoniosas habitações.

Passe a fonte da Aguilhada, onde corre água fresca com que pode retemperar forças. Mais à frente, sobranceiro ao rio, no alto do Mirante reza a tradição que existiu um povoado fortificado da Idade do Ferro – um Castro. Todavia isso nunca se veio a confirmar.

Antes de abandonar este caminho, repare numa pequena construção que une as duas margens do rio Este. Trata-se da Ponte Românica de Touguinhó. Construída na Idade Média foi fundamental durante séculos para atravessar o rio, até ser construída a nova ponte, já no século XIX. Continue transpondo esta última.

Tome, à direita, o caminho que acompanha a margem do rio Ave e aceda à Quinta da Espinheira. Esta vasta propriedade, documentada desde o século XVI, possui uma casa solarenga e capela dedicada a Santo António. Preste especial atenção ao frontão que ornamenta a entrada principal da quinta.

Cruze a estrada municipal 525, nos limites das freguesias da Junqueira e Touguinhó e ultrapasse o Largo Dr. Eduardo Campos Costa em direção à Fonte da Garrida, onde poderá saciar a sua sede e descansar à sombra de uma ramada tradicional. Percorra as ruas da Garrida e Professora Maria Júlia Mesquita Ramos, abandonando esta última por um caminho de terra que liga a Santagões e à Capela de São Miguel. Este lugar, hoje pertença de Bagunte, foi freguesia autónoma até meados do século XIX. Com longa história, é já referido na documentação medieval com a expressão “Celtes Ganus”, o que aponta, segundo alguns autores, para a presença de Celtas. Sobre esta possibilidade, não nos pudemos adiantar muito mais, uma vez que a documentação não é totalmente esclarecedora. Certa é a existência, nas proximidades e sobranceiro ao rio Ave, de um antigo habitat conhecido como Castro de Santagões.

Deixe para trás esta terra milenar, embelezada pelas suas verdes paisagens e atravesse, com cuidado, a estrada nacional 306. Para terminar, desça pela antiga Via Veteris, mirando as Capelas da Sr.ª da Ajuda e do Sr.º do Padrão e espraiando a vista sobre o Rio Ave, junto à Ponte Românica de D. Zameiro.

Rota do românico | kmz

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