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Rota de Vilar do Pinheiro, Mosteiró e Vilar

Encontramo-nos no extremo sul do nosso Concelho. Em Vilar do Pinheiro. Santa Marinha de Vilar do Pinheiro, denominação adotada no século XVI, sendo até essa época designada por Vilar de Porcos, era abadia do convento de Moreira, facto apontado pelo Dicionário Corográfico, mas com algumas reservas, uma vez que a Estatística Paroquial aponta como sendo do de Vairão. De facto, ainda segundo o mesmo dicionário, metade desta igreja foi doada a Moreira em 1258 por Tructuzendo Guterres e Egas Tructezendes, tendo em 1528, o abade Diogo Álvares renunciado a favor do Mosteiro de Vairão.

Pertenceu ao Concelho da Maia e foi integrada no de Vila do Conde em 1870.

 

É precisamente por esta freguesia que entram os peregrinos, a caminho de Santiago de Compostela, no nosso concelho. O Caminho de Santiago é uma rota secular de peregrinação religiosa, que se estende por toda a Península Ibérica até à cidade Santiago de Compostela, localizada no extremo oeste de Espanha, onde se encontra o túmulo do Apóstolo Tiago.

É nesta rede intrincada de itinerários jacobeus provenientes de todos os cantos da Europa que se enleiam os que têm origem em Portugal e tanto eles são quantas as possibilidades reais de acesso de cada local ao túmulo do apóstolo. Mas entre todos assume particular relevo a estrada real Porto | Barcelos | Valença, onde confluem quase todos os demais, reforçando este percurso como a espinha dorsal dos caminhos portugueses de Santiago. 

Para iniciar o percurso localize-se junto à Igreja Paroquial de Vilar do Pinheiro. A Igreja de Santa Marinha de Vilar do Pinheiro é um pequeno mas elegante templo setecentista, de traça sóbria mas agradável, nele destoando apenas a enorme e desproporcionada torre sineira adoçada à direita.

A frontaria apresenta um pórtico retangular integrando um frontão em arco, interrompido e sobrepujado por uma pequena janela gradeada. A já referida torre sineira foi-lhe adicionada nos finais do século passado, encontrando-se dividida exteriormente em três andares e coberta por uma cúpula piramidal em granito.
 
Desça até à EN 13, atravesse-a, pode observar o cruzeiro da freguesia. Retome a via atrás indicada e dirija-se ao centro da freguesia. Junto ao cruzamento tem dois elementos de interesse. A antiga escola primária, hoje sede da Junta de Freguesia e a Casa do Arco. Este arco histórico remonta ao século XIX tendo servido em tempos para ligação entre terras de várias famílias.

No cruzamento vire à esquerda, no sentido da Rua do Padinho. Esta será a via que o levará até à vizinha freguesia de Mosteiró. Porém, não deixe já Vilar do Pinheiro, avance mais uns metros pois o Solar dos Morgados de Carvalhido merece uma visita. Datado do século XVIII apresenta belíssimas janelas com aventais barrocos para além de uma interessante mata de recreio na sua entrada.

Retome a Rua do Padinho, a via dos Caminhos de Santiago, a qual seria também a Estrada Romana designada por Via Vetera, troço que ligava o Porto à Ponte d’Ave. Num percurso onde impera a natureza, facilmente chegará a Mosteiró.

São Gonçalo de Mosteiró era vigararia do Mosteiro de Avé-Maria do Porto e pertenceu ao concelho da Maia. Foi integrada no concelho de Vila do Conde pela divisão administrativa de 1836. O nome desta freguesia surge citado pela primeira vez num documento em 1059.
 
Detenha-se no largo da Lameira. Se fizer este percurso numa quarta-feira de manhã ou no primeiro domingo de cada mês encontrará uma feira. Esta conta já com mais de 100 anos. No Centro deste Largo o busto do P.e Agostinho, figura ilustre desta terra e ainda um cruzeiro de 1755.

Mesmo antes de chegar ao referido largo, do seu lado direito depara com a Farmácia Azevedo. Esta é a mais antiga do país. Em 1737, era já referido o boticário Manuel Botelho de Azevedo. No jardim da atual casa pode ver o caixilho da porta antiga, uma memória à Farmácia de outros tempos. 

Se tiver algum tempo, não deixe de fazer um desvio até ao Largo de Arões, pois até aí chegar vai encontrar muitos motivos de interesse. Ao entrar na Rua Central, do seu lado direito pode logo observar um antigo moinho, hoje desativado mas ainda com o mecanismo da moagem, pertença da família Padrão.
 
Continuando na mesma estrada encontra a Igreja Paroquial assim como dois interessantes cruzeiros, um no adro da Igreja e outro no interior do cemitério. Se encontrar a Igreja aberta visite-a, destaca-se a interessante talha dourada neste templo.
 
Suba mais um pouco no sentido de Arões, repare no edifício da Junta de Freguesia. Era uma antiga e tradicional escola primária, a Escola das Flores, provavelmente igual aquela que frequentou.
 
Já no alto da freguesia o Largo de Arões. Um belo espaço verde onde pode repousar um pouco, fazer um picnic à sombra de uma das árvores. Não deixe de reparar num monumento erguido em 1940, homenageando as diferentes fases da independência de Portugal. 

Já mais relaxado desça novamente até ao largo da Lameira, retome o caminho de Santiago e dirija-se à freguesia de Vilar.

Santa Maria de Vilar terá sido abadia do convento de Santo Tirso. Vilar surge referida num diploma de 908, do qual se escreveu o testamento de Trudilo que doou os seus bens ao marido Evenando, surgindo também largamente citada nas inquirições de D. Afonso III, em 1258.
 
Já mais relaxado desça novamente até ao largo da Lameira, retome o caminho de Santiago e dirija-se à freguesia de
Vilar.

Santa Maria de Vilar terá sido abadia do convento de Santo Tirso. Vilar surge referida num diploma de 908, do qual se escreveu o testamento de Trudilo que doou os seus bens ao marido Evenando, surgindo também largamente citada nas inquirições de D. Afonso III, em 1258.

Em Vilar o fenómeno das villas Eclesiae é particularmente notório já que, nos terrenos imediatos à igreja, se encontram não apenas tégulas mas também mós manuárias, cerâmica de importação e uma estela funerária.

Nesta freguesia encontra a Mamoa da Ínsua, o mais importante monumento megalítico do Concelho. Escavada por um grupo de arqueólogos na primeira metade do século XX, esta mamoa revelou uma reocupação na idade do Bronze inicial, comprovando a utilização dos monumentos megalíticos neste período, cerca de 5000 a 2000 aC.

Repare nos símbolos amarelos pintados nas pedras, eles constituem as indicações para os peregrinos a caminho de Santiago de Compostela.

Este percurso termina na Igreja de Vilar, um interessante exemplar da arquitetura religiosa do nosso concelho.
 
Esperamos que não esteja muito cansado, pode seguir o caminho de Santiago pela restante área do nosso concelho.
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