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Rota de Labruge, Aveleda, Vilar e Modivas

Começamos o nosso percurso junto ao mar. Depois de respirar o ar purificador da maresia da praia de S. Paio, em Labruge.

A freguesia de S. Tiago de Labruge foi vigararia do Concelho da Maia e passou mais tarde a reitoria. Pertenceu ao Concelho de Vila do Conde, foi anexado ao concelho de Bouças (atualmente Matosinhos) e regressou novamente ao concelho de Vila do Conde, pelo decreto de 18 de Outubro de 1871.

Começamos, de imediato, por lhe fazer duas propostas: a visita à capela de S. Paio, de 1885, e ao Castro com o mesmo nome. 

O Castro de S.Paio foi descoberto nos anos 50 do século XX por Fernando Lanhas e D. Domingos de Pinho Brandão. Desde então foi destruído parcialmente por vários curiosos com fitos muitas vezes bem intencionados.

De 1993 a 1996 foram efetuadas escavações arqueológicas com o objetivo de salvar o Castro da destruição. Foi objeto de um projeto de valorização. É o único Castro Marítimo da parte portuguesa do Noroeste Peninsular.
Caminhando em direção do centro da freguesia, poderá dirigir-se à praia de Labruge, local que dispõe de um circuito pedonal com cerca de 1000m. Se as coisas do passado lhe interessam dirija-se a Calvelhe, onde poderá procurar uma estação arqueológica do período da romanização.

Amontoada num cabeço sobranceiro ao rio, Calvelhe ganhou o nome do antropónimo romano Calvelius. Nas suas imediações apareceram tégulas e um pouco mais a jusante, já próximo da foz, numa zona de floresta, terão aparecido estruturas de algo que os locais classificam de muito antigo.

Esperamos que consiga detetar alguns dos vestígios que indicamos. Regresse de novo à Rua de Labruge e dirija-se até à Igreja Paroquial, cuja construção remonta ao ano de 1753.

Pela Rua dos Marcos chegará à Freguesia de Aveleda. Apesar de estar perto do aeroporto não fique a ver os aviões. Esta freguesia, quando explorada, apresenta motivos de interesse.

A freguesia de Santa Eulália de Aveleda foi curato dos cónegos de S. João Evangelista integrando, então, o concelho da Maia, sendo anexada a Vila do Conde em 1871. Segundo Avelino de Almeida, terá sido uma antiga villa e honra gozando os moradores de privilégios que os isentavam de tributos e lhes concediam outras regalias.

Aproveite a natureza, e quando encontrar a Rua de Aveleda vire à sua direita. Nessa rua e na Rua do Outeiro poderá apreciar interessantes exemplares da arquitetura rural do século XIX.
Seguindo pela Travessa da Igreja encontrará o largo da Igreja onde estão colocadas algumas das 21 cruzes da via-sacra que estavam, antigamente, espalhadas pela freguesia, as quais enquadram o cruzeiro.

Olhando em frente depara-se com a Igreja Paroquial, datada da centúria de setecentos. A fachada pauta-se pela sobriedade, onde se destaca um pórtico rematado por um frontão de arco abatido, sobre o qual se rasga um grande janelão retangular o qual permite a iluminação do interior do templo, sendo a frontaria rematada por uma cornija adornada nos 3 vértices, sendo o superior com uma Cruz e os laterais por dois fogaréus.

Caso a Igreja esteja aberta, entre e observe a pia Batismal de 1817.

Retome o seu percurso pela Rua da Igreja. No entroncamento com a Travessa da Pena encontra uma capela de alminhas, ladeada por mais uma cruz em pedra.

Se ainda está com força, pode subir a travessa da pena, e já nos terrenos afetos ao aeroporto pode ver um moinho, um dos poucos exemplares que ainda restam na freguesia e que testemunha a atividade deste sector em Aveleda.
Caso entenda siga em frente, ao encontrar a Rua da Mota vire no sentido da Estrada Nacional 13, dirigindo-se à freguesia de Vilar.

Santa Maria de Vilar terá sido abadia do Convento de Santo Tirso. Surge referida num diploma de 908, do qual se escreveu o testamento de Trudilo que doou os seus bens ao marido Evenando, surgindo também largamente citada nas Inquirições de D. Afonso III, em 1258.

Este roteiro levá-lo-á à parte poente da freguesia, noutro poderá descobrir a área nascente. Por aqui poderá procurar a Mamoa de Vilar – Mamoa da Insua. É um importante monumento megalítico do Concelho. Escavada por um grupo de arqueólogos na primeira metade do século XX, esta mamoa revelou uma reocupação na idade do Bronze inicial, comprovando a utilização dos monumentos megalíticos neste período, cerca de 5000 a 2000 aC.

Se fizer este percurso numa terça ou quinta-feira, poderá visitar o Museu da Comutação Manual, espaço que a Portugal Telecom mantém aberto ao público desde 1983, e que foi criado no âmbito do Ano Internacional das Telecomunicações.
Aconselhamos a regressar ao percurso e tomar a direção de Modivas. A freguesia de S. Salvador de Modivas era curato anual do mosteiro de Vairão, e passou, mais tarde, a reitoria.

Foram descobertos, ao regularizar o leito da ribeira da Lage, em Modivas de Baixo, seixos acheulenses (Vestígios paleolíticos), por Azevedo Lemos, e publicados pelo arqueólogo Afonso do Paço.

Com atenção ao trânsito, siga pela EN13 e em Modivas de Baixo poderá descansar e lanchar no parque de merendas da freguesia. Para o atingir passará por um moinho, o qual pela sua configuração deixa antever a existência de 4 mecanismos de moagem e cuja estrutura poderá ser recuperada a curto prazo.

Siga depois pela Rua do Covelo até à Rua da Igreja. Aí está localizado o cruzeiro e a Igreja Paroquial.

Depois de uma visita a este imóvel da arquitetura religiosa da freguesia, procure uma das casas onde se confeciona o pão doce e delicie-se com esta iguaria tradicional.
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