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Rota de Bagunte, Ferreiró, Parada e Outeiro

Quem sai da Ponte de D. Zameiro, e sobe ao largo da Srª da Ajuda, dirigindo-se depois a Figueiró de Baixo, decalca a primeira parte da Rota Cividade de Bagunte.
Se esta já tiver sido efetuada, o visitante volta a ver Vila Verde e a memória de uma Villa Romana – a Villa Viridis - ali presente, volta a ver Figueiró, onde não se vislumbra a Villa Fikeirola, mas onde pode apreciar um raro forno de fabricar cal e um conjunto notável de moinhos na ribeira de Friães, volta a entrar na floresta que separa Bagunte de Ferreiró.

Se seguisse para Bagunte viraria à esquerda no primeiro cruzamento para atravessar a estrada nacional num troço seguro. Nesta Rota convidamo-nos a continuar pela luz coada da floresta até Ferreiró. O caminho florestal que seguimos é plano e fresco. Corre paralelo ao rio Ave, para onde partem os vários caminhos que vão surgindo à direita.

A dado passo, num meio florestal um pouco diferente, onde o eucalipto é um pouco menos dominante e carvalhos e castanheiros deixam passar mais luz, o caminho inflete para ultrapassar um pequeno ribeiro. Do outro lado, não muito longe, está a estrada que do lugar da Cunha em Parada se dirige ao largo da Trindade, um dos mais bonitos de Vila do Conde.
Ali pode restaurar as forças num pequeno café, apreciar o busto do Visconde da Trindade e a belíssima casa que ergueu e que ainda hoje preside ao espaço.

Da extrema nascente do Largo da Trindade, o visitante inicia a descida em direção ao rio Ave até chegarmos a um entroncamento com a Rua do Crasto. Aí viramos para poente e seguimos um caminho que há de levar a um pequeno alto sobranceiro ao rio e muito destruído por pedreiras. Ali existiu, até há relativamente pouco tempo, um Castro da Idade do Ferro, portanto com cerca de 2000 a 3000 anos. Tratava-se de um povoado fortificado de pequenas dimensões que aproveitava do facto de existirem à sua disposição dois importantes recursos, o Rio, que era navegável provavelmente até às suas imediações e também sustentava os habitantes em peixe; e a veiga de Sta. Marinha, que era o sustentáculo de uma agricultura então incipiente.

O Castro, que há pouco mais de uma década estava ainda num razoável estado de conservação e que podia ter sido um atrativo turístico para a freguesia, foi destruído por uma pedreira clandestina. 

Se for apreciador de ornitologia, muna-se de um guia e de binóculos e desça até ao rio Ave para observar a Avifauna que, apesar da intensa poluição, ainda procura as margens do rio. Aí poderá observar também uma das mais bonitas azenhas do Ave, num local ainda preservado.
Da Azenha do Abade, como é conhecida, iniciamos uma subida suave até à pequena capela de S.ta Marinha, capela cuja devoção é muito antiga remontando aos confins da Idade Média.

Dali passamos novamente ao agradável largo da Trindade e temos de subir até à esquina onde está o café para seguirmos o nosso caminho para Santo André de Parada, terra que pode tomar o seu nome de uma Pedra de Arca (uma Anta ou Dólmen) que ali existia ou de um Albergue na estrada que vinha de Famalicão.

Sto. André tem uma humilde igrejinha no encantador lugar do cruzeiro. Lugar onde um cruzeiro das comemorações oficiais de 1940 se ergue, junto à casa do mesmo nome. Descendo um pouco a estrada nacional 309 para poente vamos encontrar um desvio à direita que nos leva a Friães na freguesia de Outeiro Maior.

Daqui o visitante pode virar novamente à direita até à igreja paroquial e ai virar à esquerda para encontrar a bela capelinha de S. Martinho, antiga igreja paroquial, quase encerrada pelas paredes de também belas casas rurais minhotas, património vivo que importa a todo o custo preservar.
Ali entrando na Rua do Pedaço seguimos para norte na direção de uma rotunda onde, virando à direita, nos dirigimos para Fontilheiros que surge à esquerda. Este caminho está a rodear a Quinta de Cavaleiros. Um dos mais belos edifícios do concelho de Vila do Conde que infelizmente se encontra num adiantado estado de degradação.
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