“Art now, apocalypse later” de Filipe Marques
12 de Junho, 2012

Será inaugurada no próximo sábado, 16 de junho, pelas 18h, no Centro de Memória de Vila do Conde, a exposição intitulada “Art now, apocalypse later”, de Filipe Marques.
A exposição, composta por 27 obras, entre pintura e escultura, é da autoria de Filipe Marques, artista natural de Vila do Conde, cidade onde vive e trabalha. Estudou Artes Plásticas - Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Atualmente trabalha com a Galeria Graça Brandão. Expõe regularmente, quer em apresentações individuais, quer em mostras coletivas e a sua obra encontra-se representada em várias coleções públicas e privadas.
Deixamos o convite: sábado 16 de junho, pelas 18h, no Centro de Memória, assista à inauguração da exposição “Art now, apocalypse later”, com a presença do artista. A entrada é gratuita.
Sinopse (do artista):
"o espírito em que esta Obra é concebida requer que a "pergunta" seja deixada em aberto para o visitante, até ele ir embora, ou até mesmo para depois.
é mais um caso para intensificar a interrogação, e, para falar, e aprofundar o sentido de incerteza que domina o presente e o futuro da humanidade.
isto é fácil, ela assenta numa latente ideologia, para mostrar até onde sua abordagem, a maximização do controlo do Homem sob a humanidade.
se quisermos alcançar um objectivo de intensificar a interrogação, então este prejuízo moderno deve ser desafiado por mais desafios visuais.
a ansiedade do Homem, é o que está a perder, a chamada identidade como Ser Humano. a cólera sacralisa-se.
deus como o seu rei e o elogio do purgatório. o subjugar ao poder monstruoso do negativismo.
nós somos como massa de cólera auto-agressiva.
também desde a hiperbólica apocalíptica cólera judaico-cristã.
jubilaram-se revoluções, criaram sistemas bancários não-monetários, bancos da dissidência, bancos de dinâmica gananciosa,bancos de
ressentimento, bancos de vingança e, por fim, bancos mundiais de cólera comunista e bancos populares fascistas, ou seja, o comintern.
a humanidade é um recipiente metafísico de armazenagem infernal, um teatro mundial das ameaças. um teatro psicanalista do furor puro.
admirar-se-ão depois então os porcos!
isto tudo será claro, implicará uma perda total de Identidade, subentendendo-se a cólera como carburante e mainreason da Obra.
esta abordagem interfere com a identidade do Homem, entendimento como mente e vontade, ou como consciência e liberdade.
a palavra "humano", como adjectivo substantivo, designa uma regra antiga de conhecimento e intervenção que eu corto agora e partilho."